Meu sangue corre numa velocidade incalculável
Enquanto permaneço frágil, estável, inabalável
Pernas balançam impulsionadas por um motor imortal
Olhos arregalam muito diante de quase sempre nada
Boca procura os dedos e os dentes as unhas
Nariz imóvel e super presente
Movimento tímido de curtos ombros
Palavras cortadas
Muitos assombros
Ouvidos atentos
Medo de novos tombos
Tento inventar contos
Acabo pelos cantos da mentira
Busco falsa explicação
Interrompo a razão
Aumento a interrogante interrogação
Que a geração carrega
Que as gerações carregarão.
(1985)
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