sexta-feira, 6 de junho de 2014

MESA SEM COR

No som magnífico do nada
Há um grito assustado, embriagado de dor
Conversas alucinadas, poucas risadas
Discursos vazios, pessoas sentadas ao redor
De uma mesa sem cor
E do nada fez-se tudo
Dessa mesa ergueu-se um muro
De muita comida e pouco futuro.
(10/11/1985)

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